“Moro em uma cidade de hum milhão e quinhentos mil habitantes. Ela tem apenas 75 anos de idade e quando cheguei aqui há 31 anos ela deveria ter uns 600 mil habitantes. Em três décadas ela cresceu quase 200%”.

Estamos vendo, aí em Iguaí, uma cidade com pouco mais de trinta mil habitantes, e que durante décadas foi sinônimo de PAZ, encontrar-se hoje entre as cidades mais violentas de nosso estado.O que quero dizer com isso é que a violência se instalou como uma moléstia grave em todas as nossas cidades, independente de tamanho, localização ou governo que a administre.É comum jogarmos a culpa em nossos governantes. Lógico que em muitos casos, ocorre omissão ou falta de políticas públicas decentes para que se amenize o problema. Mas a violência em que nossos jovens se encontram, em sua essência, cresceu com ele em um lar onde pais e mães não exerceram a sua devida função: a de orientar, educar, determinar limites, ser guia, ser sustentação e acima de tudo, ser ESPELHO.
Bem, e o que devemos fazer com as nossas crianças e jovens mal educados, mal instruídos e mal aproveitados? Que eles sejam reeducados em instituições com princípios básicos e estruturais capazes de mostrar-lhes um novo caminho a seguir. Fazer o papel que a sua família não exerceu. Sei que é difícil introduzir princípios de caráter em um adulto, mas já vimos tantos que se recuperaram quando tiveram uma oportunidade sustentável!…
A nossa responsabilidade como cidadãos do mundo e como aprendizes e multiplicadores dos ensinamentos de Jesus, é de que devemos ter compaixão por pessoas que se encontram perdidas em seu caminhar. Eu disse COMPAIXÃO, por que este sentimento é diferente de “pena”. A compaixão faz com que você se iguale e entenda o que o outro está passando e procure uma forma de tirá-lo dali.
Por Sira Sirlene Rodrigues da Rocha